Brasil projeta ampliar comércio e cooperação com países árabes e o Egito é ponto focal da estratégia

























Brasília – O Brasil pretende intensificar as relações comerciais e de cooperação com os países árabes e espera elevar as trocas comerciais com esses países do patamar de US$ 24 bilhões registrado em 2021 para chegar a US$ 40 bilhões em curto espaço de tempo. E, na percepção do governo brasileiro, o Egito tem um papel relevante a desempenhar para que essa meta seja alcançada.


Afinal, o intercâmbio comercial com os egípcios vem crescendo de forma consistente e no primeiro quadrimestre do ano o país saltou da terceira posição para a liderança no ranking das exportações brasileiras para o Oriente Médio. Além de aumentar as vendas externas para os países árabes, e para o Egito em especial, o Brasil tem a disposição de se transformar na porta de entrada das exportações egípcias para a América do Sul.


O momento atual e as perspectivas futuras das relações entre o Brasil e os países árabes foram temas abordados em um seminário promovido pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, realizado no último domingo (22), no Cairo, como parte da programão cumprida por uma delegação brasileira que está no Egito, liderada pelo secretário especial de Assuntos Estratégicos, Flávio Rocha.


O Egito é um dos países que integra a missão oficial brasileira a nove nações do mundo árabe: Marrocos, Egito, Catar, Omã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Iraque e Arábia Saudita.


No Cairo, o ministro Flávio Rocha afirmou que o Brasil está procurando construir uma parceria estratégica com o Egito para fortalecer o intercâmbio comercial entre os dois países, além de beneficiar-se do acordo de livre comércio do Mercosul com o país árabe.




Segundo Rocha, o Brasil está buscando desenvolver relações econômicas que não se limitam apenas ao comércio intrarregional, mas para chegar à produção mútua, que por sua vez deve beneficiar ambos os países. Ele destacou que há oportunidades de cooperação com os egípcios em segurança alimentar, já que o Brasil produz alimentos que precisam de fertilizantes, dos quais o Egito tem produção enorme.



Patriota: isenção total de taxas



O embaixador do Brasil no Egito, Antonio Patriota, participou do evento e anunciou que a maioria das taxas do comércio bilateral entre Brasil e Egito cairão até o ano 2026, como parte do acordo de livre comércio Mercosul-Egito, que entrou em vigor em setembro de 2017.


O embaixador disse que o Brasil quer fortalecer as relações com os países árabes em geral e especialmente com Egito, já que os dois países são complementares, os egípcios como importadores de alimentos e o Brasil como importador de fertilizantes. Os fertilizantes respondem por mais da metade das exportações do Egito para o Brasil.




Hanafy: Egito, parceiro do Brasil




O secretário-geral da União das Câmaras Árabes, Khaled Hanafy, falou no seminário que o Egito e o Brasil tiveram um volume de comércio de quase US$ 2,6 bilhões em 2021. Segundo Hanafy, o Egito era o terceiro maior parceiro comercial do Brasil entre os árabes em 2021, mas se tornou o principal destino das exportações brasileiras entre os árabes neste ano. O secretário-geral afirmou a disposição do Brasil em ser a porta de entrada das exportações egípcias para a América do Sul.



Chohfi: há oportunidades


O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Osmar Chohfi, disse no evento que, apesar do notável crescimento do intercâmbio comercial entre Egito e Brasil nos últimos anos, ainda há muitas oportunidades que podem ser exploradas, o que deve contribuir para aumentar o volume de comércio e a integração entre os países nos próximos anos.


Chohfi lembrou de discussões ocorridas recentemente na sede da Câmara Árabe do Egito pelo aumento das vendas egípcias de fertilizantes ao Brasil. Também houve conversas pelo crescimento das exportações brasileiras de carnes ao mercado egípcio. Elas ocorreram durante missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil ao país árabe na primeira quinzena de maio.


Chohfi destacou que o movimento comercial entre os dois países concentra-se em um número pequeno de produtos, principalmente agrícolas e de baixo valor agregado. Apesar disso, ele disse que é possível notar uma diversificação gradual do comércio, em especial das exportações egípcias.


(*) Com informações da ANBA



Fonte: https://www.comexdobrasil.com/brasil-projeta-ampliar-comercio-e-cooperacao-com-paises-arabes-e-o-egito-e-ponto-focal-da-estrategia/

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