Estudo inédito da ApexBrasil mostra o vasto potencial de acesso a mercados externos






Brasília – Às vésperas do Dia da Amazônia, comemorado em 5 de setembro, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) traz um estudo inédito que aponta que alimentos e bebidas originários dos nove estados do Norte brasileiro que compõem a Amazônia Legal têm enorme potencial para conquistar Estados Unidos, China, Japão e países europeus, como Alemanha.


“Alimentos e Bebidas da Amazônia Legal – Oportunidades e ApelosGlobais”, foi realizado pela área de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, em parceria com 15 empresas da Amazônia Legal, como a Fazenda Panorama, que produz cacau, e a Manioca, que produz molhos, farinhas e granolas à base de ingredientes originários do bioma.


O trabalho também analisa o segmento alimentício a partir de produtos específicos, divididos em: feijão, gergelim e pimenta-do-reino; café e cacau; açaí, guaraná e abacaxi; castanhas-do-pará; farinhas e preparos de mandioca; e peixes. Os produtos têm como apelo especialmente a saúde e a qualidade. E o principal: eles têm em comum o fato de serem compatíveis com as características do bioma e, desse modo, serem sustentáveis em sua produção, o que faz jus ao objetivo da efeméride: celebrar a importância desse bioma para o Brasil e também fazer uma conscientização acerca de sua preservação.


O foco da área de Inteligência de Mercado da Agência é na sustentabilidade e em um novo perfil de investidor e consumidor que ganha o mercado internacional.


O analista de Acesso a Mercado da ApexBrasil Zimmer Gomes explica que os principais apelos globais para alimentos e bebidas são relativos à produção orgânica, sem glúten, natural, vegetariano e sem conservantes. “Muitos desses apelos, são características que já fazem parte das categorias de produtos que analisamos, por serem sustentáveis e naturais.


Uma questão importante é como as empresas brasileiras podem comunicar os apelos presentes em seus produtos aos mercados estrangeiros. No estudo, apontamos, por exemplo, que as certificações voluntárias podem funcionar reforçando a autodeclaração das empresas sobre os apelos de seus produtos. As certificações voluntárias mais utilizadas são aquelas voltadas para sustentabilidade (ambiental e social), para saudabilidade, como certificações de orgânicos, e para garantir a segurança de alimentos”, diz.


A Amazônia Legal é composta por uma população de 28,1 milhões de pessoas e tem a maior biodiversidade do mundo. Mas atualmente a região tem menor expressividade nas exportações brasileiras, as quais estão relativamente restritas à América Latina, principalmente Venezuela, Colômbia e Bolívia, o que não coincide com os principais mercados de produtos como castanhas, pimenta, café, guaraná, abacaxi, farinhas e peixes do Brasil. América do Norte, Ásia e Europa acabam concentrando a demanda por esses produtos. Para ampliar a participação nos principais mercados, o estudo aponta possibilidades à indústria amazônica, como a forma de agregar valor aos produtos e de se incluir em categorias de apelos do mercado global.


Foram analisados produtos de 19 códigos NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) diferentes. São produtos que fazem parte de cadeias produtivas tradicionais da região, de modo que há um alto grau de especialização em seu cultivo. Em 2020, 64% das exportações nacionais dessas categorias de alimentos foram originadas nos nove estados da Amazônia Legal, muito acima da média de exportação da região, que é de 22%.


O estudo Alimentos e Bebidas da Amazônia Legal – Oportunidades e Apelos Globais está disponível para download gratuito no portal da ApexBrasil e seu conteúdo é dividido em quatro grandes seções, sendo elas: Introdução; Oportunidades de Exportação; Apelos Globais e Conclusões e Agradecimentos. Seu lançamento oficial foi realizado este mês, através de Webinar com instituições parceiras e empresários, que está disponível.


Fonte: https://www.comexdobrasil.com/estudo-inedito-da-apexbrasil-mostra-o-vasto-potencial-de-acesso-a-mercados-externos-de-alimentos-e-bebidas-da-regiao-amazonica/



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