Exportações de móveis e colchões cresceram acima da média global nos últimos cinco anos








São Paulo – A indústria e o design brasileiros do mobiliário estão presentes nos maiores e mais importantes mercados mundiais, com um salto de 148 em 2016 para 167 países de destino dos móveis e colchões exportados pelo Brasil em 2021.


Decorrência, entre outros fatores, da expansão econômica, industrial e comercial brasileira, e especialmente do trabalho desenvolvido pelo setor moveleiro nacional, incluindo todos os seus players (entre fornecedores, fabricantes, lojistas, designers, bem como associações, sindicatos e outras entidades representativas), que vêm atuando numa série de ações com vista ao desenvolvimento industrial, a modernização produtiva, a adequação ambiental e social, a valorização de nossas matérias-primas e características culturais, a integração do design à indústria e, claro, a internacionalização das marcas e o incremento das exportações.


Um exemplo é o Projeto Setorial Brazilian Furniture, organizado pela Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que atua na expansão internacional do móvel brasileiro por meio de um conjunto de ações estratégicas tendo como base os pilares da sustentabilidade, competitividade e do design integrado à indústria, voltados para o mercado global.


Questões que repercutem nas conquistas expressivas da indústria brasileira no mercado internacional em 2021, quando foram exportados US$ 937,9 milhões em móveis prontos e colchões. Valor significativamente superior ao obtido em 2017 (início da série histórica de cinco anos), ano em que foram exportados pouco mais de US$ 553,2 milhões.


Resultado que se sustenta para além da variação cambial do período, ao olharmos também para a apuração do total exportado em toneladas: 18,8 mil em 2017 e 30,1 mil em 2021.


A receita das exportações do setor no ano passado, aliás, ultrapassa a marca de US$ 1 bilhão ao considerarmos partes e componentes para móveis: um salto de 64% em cinco anos, com o Brasil passando da 30ª para a 26ª posição entre os maiores exportadores globais no setor moveleiro.


Em termos de participação, os Estados Unidos foram o principal destino do mobiliário brasileiro no exterior no ano passado, recebendo 35,7% do total exportado pela indústria brasileira. No primeiro semestre de 2022, esse montante foi ainda maior: 43,8%.


Destacam-se, também, as exportações para países como o Chile, Uruguai, Reino Unido e França, demonstrando a assertividade das ações direcionadas também para os mercados sul-americano e europeu, além da América do Norte. Como é possível ver na tabela abaixo.


No Oriente Médio, apesar da ainda baixa representatividade da região no total exportado, a participação de países como os Emirados Árabes Unidos e Israel vêm crescendo ao ritmo que se estreitam as relações entre empresas brasileiras e compradores desses mercados a partir de ações como as Missões Comerciais, Projetos Compradores e participações em eventos locais sob a promoção do Brazilian Furniture.


Importante ressaltar, ainda, que entre 2017 e 2021, as exportações brasileiras de móveis cresceram em média 18% ao ano, enquanto as exportações globais tiveram alta de 9,8% a.a. Indicadores ainda mais expressivos ao olharmos para a evolução das empresas associadas ao Projeto Brazilian Furniture, que, no mesmo período, ampliaram suas exportações em 25,1% ao ano, acima da média nacional e muito acima da global.


A Balança Comercial no setor


A participação dos produtos importados sobre o consumo interno nacional foi de 2,1% em julho de 2022. O Brasil importou cerca de US$ 11,8 milhões em móveis e colchões em julho, o que representa uma alta de 67,6% na comparação com o mês anterior.


Já no mês seguinte, em agosto de 2022, as importações apresentaram aumento de 14,4%, atingindo o montante de US$ 13,5 milhões. No acumulado do ano (jan-ago), o total foi de pouco mais de US$ 101,7 milhões em importações no setor.


Em relação às exportações de móveis e colchões produzidos pela indústria brasileira, por outro lado, estas alcançaram US$ 73,2 milhões em julho comparado com junho. Em agosto, a atividade apresentou alta de 3,2% comparado com o mês anterior, atingindo o montante de US$ 75,6 milhões.


Números que colaboraram para um montante superior a US$ 564,6 milhões em exportações realizadas pela indústria brasileira de móveis e colchões no acumulado de janeiro a agosto de 2022.


Com isso, o saldo da balança comercial permanece consideravelmente favorável para o setor em 2022, acumulando US$ 462,8 milhões nos oito primeiros meses do ano.


Saldo que dá sequência à trajetória positiva dos últimos anos, com um crescimento na casa dos 60,4% em 2021 frente a 2020, tendo alcançado um superávit histórico de US$ 675,5 milhões no ano passado. Veja a tabela.


Os dados foram coletados pelo IEMI – Inteligência de Mercado junto a fontes oficiais de pesquisa com exclusividade para a Abimóvel e para o Projeto Setorial Brazilian Furniture.






Fonte:https://www.comexdobrasil.com/exportacoes-de-moveis-e-colchoes-cresceram-acima-da-media-global-nos-ultimos-cinco-anos-indica-abimoel/

13 visualizações0 comentário